Inteligência artificial vira motor da transformação digital e redefine o futuro dos negócios

A transformação digital, antes tratada como uma promessa futura, tornou-se realidade incontestável no mundo corporativo.

Setores como finanças, varejo, saúde, educação e indústria já operam com estruturas tecnológicas maduras, e a inteligência artificial (IA) se destaca como o principal catalisador dessa nova fase.

“As tendências tecnológicas se concretizaram e superaram expectativas. A inteligência artificial assumiu protagonismo e mostrou sua capacidade de transformar negócios de forma decisiva”, afirma Marcelo Ciasca, CEO da Stefanini Brasil.

De acordo com o Índice de Transformação Digital Brasil (ITDBr) 2023, produzido pela PwC e Fundação Dom Cabral, 67% das empresas no país já incorporaram a transformação digital em sua estratégia — um indicativo de que a digitalização superou o patamar operacional e se consolidou como elemento essencial de competitividade.

Finanças lideram a corrida digital com IA, Open Finance e personalização

O setor bancário é exemplo claro dessa transição: de instituições tradicionais a fintechs, os investimentos em tecnologia têm o objetivo de simplificar o atendimento, oferecer conveniência e garantir uma experiência digital fluida.

A chegada do Open Banking e do Open Finance revolucionou o sistema financeiro ao permitir maior integração entre instituições e ampliar o leque de serviços personalizados para consumidores e empresas.

“Estamos diante de uma revolução silenciosa, onde bancos tradicionais, nativos digitais e até empresas de outros setores competem e colaboram no mesmo ecossistema financeiro”, destaca Ciasca.

A personalização baseada em dados ganha cada vez mais força.

Perfis de clientes são traçados em tempo real com apoio de algoritmos, permitindo a entrega de soluções sob medida e decisões de negócio mais ágeis e precisas.

A análise de dados, antes uma vantagem, tornou-se pré-requisito.

Estratégia ‘Human Centric’ reforça papel da tecnologia com foco no cliente

Além da eficiência operacional, a tecnologia tem sido ferramenta essencial na construção de relacionamentos mais sólidos com os consumidores.

O conceito Human Centric, centrado no ser humano, tornou-se regra.

Personalização, empatia e agilidade são agora métricas tão importantes quanto retorno financeiro.

“O consumidor deixou de ser um espectador e passou a ser protagonista. Ele influencia decisões, molda produtos e atua como porta-voz da marca”, afirma o executivo.

Essa abordagem, aliada à automação inteligente, tem impulsionado ganhos de produtividade em todos os setores.

Sistemas automatizados e conectados, que utilizam recursos como machine learning, IoT e IA generativa, já são comuns no cotidiano corporativo — desde atendimento até produção industrial.

Desafios crescem com o avanço da conectividade e da cibersegurança

O avanço da conectividade, no entanto, impõe novos desafios.

Com a proliferação de dispositivos conectados via Internet das Coisas (IoT), aumenta também a vulnerabilidade das redes empresariais.

Segundo Ciasca, a proteção dos dados e o controle de acesso aos sistemas tornam-se temas críticos.

“A autenticação precisa ser robusta e constantemente aprimorada, pois técnicas de engenharia social e ataques cibernéticos estão cada vez mais sofisticados”, alerta.

Frente a isso, o investimento em cibersegurança precisa caminhar lado a lado com a inovação.

Garantir que apenas dispositivos legítimos acessem sistemas e proteger os fluxos de dados contra intrusões é tão essencial quanto a inovação tecnológica em si.

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